ARQUIVOS PESSOAIS DE MULHERES: A INSTITUCIONALIZAÇÃO NECESSÁRIA

Autores

  • Elisa Maria Lopes Chaves Departamento de Ciência da Informação - Faculdade de Filosofia e Ciência  (UNESP - campus Marília) Autor
  • Maria Leandra Bizello Departamento de Ciência da Informação - Faculdade de Filosofia e Ciência  (UNESP - campus Marília) Autor

Resumo

Historicamente as mulheres foram privadas da sociabilidade do ambiente público ficando restritas ao ambiente privado, fato que contribuiu por deixar poucas obras e vestígios sobre sua história. Este cenário reflete a ausência de fontes de mulheres nos arquivos. Como é mais comum encontrarmos seus vestígios em documentos privados a inserção desta documentação em instituições arquivísticas seria um dos passos para ampliarmos as vozes das mulheres, podendo desta forma potencializar pesquisas sobre o tema. No entanto, os arquivos privados também enfrentam barreiras de procedimentos para sua institucionalização. Este artigo trata da ausência e da institucionalização dos arquivos privados de mulheres. A metodologia deste trabalho caracteriza-se pelo levantamento bibliográfico sobre o tema e de pesquisa documental por meio da legislação vigente. Conclui-se que a institucionalização de documentos e acervos pessoais de mulheres nos arquivos podem potencializar pesquisas que contribuam para o resgate do papel da mulher ao longo da história e na construção da memória cultural e social.

Biografia do Autor

  • Elisa Maria Lopes Chaves, Departamento de Ciência da Informação - Faculdade de Filosofia e Ciência  (UNESP - campus Marília)

    Possui bacharelado e licenciatura em História pela Universidade de São Paulo (2008). Cursou a maestria Gestión Documental y Administración de Archivos pela Universidad Internacional de Andalucía (bolsista) (2010). Participou do Programa de Treinamento: Documentação Museológica, Princípios e Prática (2013 - 2014) pelo ICOM-CIDOC. Foi bolsista no curso Documentación y escritura: paleografía, diplomática y archivística (2018) pela Universidad Complutense de Madrid. Mestre em Ciência da Informação pela Universidade de São Paulo (2018). Atualmente é doutoranda em Ciência da Informação na UNESP (Marília).

    http://lattes.cnpq.br/2269781987934452

  • Maria Leandra Bizello, Departamento de Ciência da Informação - Faculdade de Filosofia e Ciência  (UNESP - campus Marília)

    Possui graduação em História pela Universidade Estadual de Campinas (1989), mestrado em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas (1995), é doutora em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas; fez estágio doutoral na Sorbonne Nouvelle - Paris III (2006) sob orientação do Prof. Michel Marie; pós-doutora em Ciência da Informação pela Universidade do Porto - Porto - Portugal, onde desenvolveu o projeto Arquivo e Memória Científica: produção e avaliação de documentos no ambiente das universidades, sob a supervisão da profa. Fernanda Ribeiro. Atualmente é professora do Curso de Arquivologia e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação na UNESP, campus Marília.

    http://lattes.cnpq.br/5460972179410597

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Publicado

27-08-2022

Volume dos Anais

Seção

GT 12 – Informação, Estudos Étnico-Raciais, Gênero e Diversidades