Práticas documentárias em regimes de materialidade

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Resumo

As contribuições de Bernd Frohmann têm influenciado o campo da ciência da informação particularmente no Brasil. Destacam-se, no presente texto, alguns aspectos orientadores de sua proposta neodocumentalista relativos ao processo de documentar. Tendo em vista tal proposta objetiva-se situar perspectivas de práticas documentárias – agência de documentar ou documentação – em regimes de materialidade, enfocando os pontos de partida foucaultiano e latouriano. Para tanto, consideram-se múltiplos aspectos da materialidade do documento (a partir de um extrato da obra de Frohmann) mediante os quais se identificou a complementariedade de ao menos três composições: a. A permanência e a força da materialidade do enunciado influenciam as práticas sociais e discursivas em determinados modos de institucionalidade (arqueologia foucaultiana); b. A força da materialidade do documento advém da dimensão relacional a partir da noção de dispositivo (genealogia foucaultiana); e c. A materialidade do discurso – com alcance na materialidade dos artefatos e dos documentos – produz-se a partir das associações de atores (perspectiva latouriana). Neles, tanto a imanência como o valor de materialidade seriam relacionais às práticas documentárias, dependendo dos modos de institucionalidade que orientam e são orientados pela agência dos atores, por suas associações, pelas relações de poder e seus efeitos.

Biografia do Autor

  • Rodrigo Rabello, Universidade de Brasília
    Doutor em Ciência da Informação pela Unesp. Pós-doutorados em Ciência da Informação pelo Ibict e pela UnB. Professor Adjunto do PPGCInf-Faculdade de Ciência da Informação, Universidade de Brasília.

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Publicado

24-08-2022

Volume dos Anais

Seção

GT 1 – Estudos Históricos e Epistemológicos da Ciência da Informação