A CONSTRUÇÃO DE REGIMES DE INFORMAÇÃO PARA ACESSO À MEMÓRIA: A DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE OS ARQUIVOS (DUA - UNESCO/ICA, 2010) E A LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO (BRASIL, 2011)

Autores/as

  • Ana Flávia Dias Zammataro Universidade Estadual de Londrina - UEL Autor
  • Ana Cristina de Albuquerque Universidade Estadual de Londrina. Autor

Resumen

Este trabalho tem como objetivo identificar em documentos que versam sobre o direito deacesso à memória por meio das informações de arquivo a influência de regimes de informação. ADeclaração Universal sobre os Arquivos (2010) e a Lei de Acesso à Informação (2011) são usadas comobase, sob a perspectiva do conceito de regime de informação. O papel social dos arquivos também éanalisado na perspectiva do conceito de regime de informação, tendo a Arquivologia Pós-custodialcomo apoio para a fundamentação. A fundamentação teórica possibilita responder ao seguinteproblema de pesquisa: é possível identificar em documentos direcionados ao funcionamento eatuação dos arquivos (como a Declaração Universal sobre os Arquivos e a Lei de Acesso à Informação)a presença de regimes de informação que garantam o acesso à memória social e histórica? A pesquisaé identificada como bibliográfica, documental e de caráter qualitativo. Os resultados demonstram ainfluência dos regimes de informação na construção de declarações e leis que versam sobre o acessoàs informações arquivísticas, a fim de garantir acesso à memória, assegurando assim o pleno exercícioda democracia e confirmando a importância desses regimes.

Biografía del autor/a

  • Ana Flávia Dias Zammataro, Universidade Estadual de Londrina - UEL
    outoranda do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação pela Universidade Estadual de Londrina, com pesquisa na linha de Organização e Representação da Informação e do Conhecimento sobre as terminologias contra hegemônicas do Relatório Figueiredo e seu papel na desconstrução dos regimes de informação da ditadura civil-militar (1964-1985). Mestra em História Social pela Universidade Estadual de Londrina (2010). Graduada em licenciatura e bacharelado em História pela Universidade Estadual de Londrina (2007) e graduada em Arquivologia pela Universidade Estadual de Londrina (2013). Tem experiência nas áreas de História do Brasil República e de Arquivologia. Desenvolveu pesquisas com fontes históricas imagéticas e pesquisou a Arquivística Pós-Custodial canadense e sua relação com o conceito de memória e de arquivo do filósofo Jacques Derrida. Possui Pós-Graduação Lato Sensu em MBA Book Publishing pela Faculdade Paulista de Pesquisa e Ensino Superior (FAPPES). É editora executiva de materiais didáticos.
  • Ana Cristina de Albuquerque, Universidade Estadual de Londrina.
    Possui graduação em Biblioteconomia (2003), Mestrado em Ciência da Informação (2006) e Doutorado em Ciência da Informação (2012) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Docente do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina (UEL) com aulas nos cursos de graduação em Arquivologia e Biblioteconomia. Docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI UEL) desde 2013. Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina (PPGCI UEL) gestões 2016, 2017/2019 e 2019/2021 . Vice-presidenta da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (ANCIB), gestão 2020/2022. Tem experiência em Ciência da Informação, Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia com ênfase em Organização da Informação e do Conhecimento e atua com os seguintes temas: , Teoria da Classificação na Arquivologia, Biblioteconomia e Museologia, Organização e Representação do Conhecimento de Recursos Imagéticos, Documento Fotográfico, Fundamentos da Ciência da Informação.

Publicado

2021-09-01